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Atacado registra queda de 9% nas vendas da Páscoa deste ano

Apesar da queda no faturamento, empresários brasilienses do setor organizaram seus pedidos de acordo com a sinalização do mercado. Data é considerada uma das mais importantes para o comércio especializado



Brasília, 1º de abril de 2021 – Os ovos de chocolate dão um sabor especial para o período de Páscoa, o que mobiliza um alto índice de vendas entre os meses de março e abril. Entretanto, desde o ano passado, o comércio passa por dificuldades, na data comemorativa, devido à pandemia. Por outro lado, para os atacadistas, a situação é, relativamente, estável, apesar da queda de 9% registrada no faturamento, em comparação ao ano passado. Os dados foram apresentados pelo Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF).

Em 2020, a celebração coincidiu com a chegada do novo coronavírus em território brasileiro, influenciando um aumento da procura desses produtos em supermercados e, consequentemente, alimentando as vendas do atacado para estes estabelecimentos. O fato está atrelado ao lockdown e ao fechamento de lojas que não foram consideradas essenciais durante o período.

“A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) avalia que, apesar da crise econômica que enfrentamos, houve boa expectativa para o crescimento nominal nas compras deste ano. Segundo o Departamento de Economia e Pesquisas da entidade, 50% dos supermercadistas estimavam aumento de vendas entre 10% e 15%. É um sinal positivo, levando em consideração que o atacado disponibiliza esses produtos”, explica Anderson Nunes, diretor executivo do Sindiatacadista-DF.

As vendas de Páscoa, realizadas entre fevereiro e meados de março, foram dentro da projeção dos empresários atacadistas. Segundo Anderson, a pandemia readequou toda a cadeia produtiva, principalmente no que diz respeito aos ovos de chocolate. “Tanto no atacado quanto no varejo não há indícios de que estes produtos sobrarão nos estoques. No Distrito Federal, os empresários do setor organizaram os seus pedidos de acordo com a movimentação do mercado para o período. Contudo, a consequência disso é o aumento do preço para o consumidor”, pontua.

A alteração nos valores dos ovos de Páscoa também pode ser explicada pelo percentual trabalhado individualmente em cada marca. O mercado, atualmente, sofre com um custo de produção maior e uma diminuição das vendas em geral, o que traz o aumento do preço unitário de um produto.

Sabe-se que, de acordo com a ABRAS, os ovos de Páscoa chegaram a um aumento de 11% em seus valores neste ano, enquanto os bombons e barras de chocolate tiveram uma média de 10% a mais no preço. Esses dados são o reflexo da valorização do dólar e, também, do aumento da cotação do cacau internacionalmente. O reajuste, considerado acima do que estimado em outros anos, também incidiu no plástico e nas embalagens destes produtos.

Estudos indicam que 68% dos brasileiros deixaram de comprar ovos de Páscoa neste ano, em virtude do aumento dos preços. O levantamento foi feito pela Opinion Box, em fevereiro deste ano. Para o diretor executivo do Sindiatacadista-DF, por conta da mudança dos valores neste ano, a tendência é de que a procura seja relacionada a produtos mais acessíveis para os doces e, também, para os vinhos e peixes.

Com o lockdown e a redução da renda em muitas famílias, algumas marcas premium, que atuam com esses tipos de produtos, apresentam dificuldades em escoar as vendas. Esse comportamento do consumidor também foi responsável por otimizar as vendas nos supermercados, trazendo benefícios aos atacados.

Na visão de Clair Dal Berto, presidente da Distribuidora Disdal, de Brasília, o ano de 2021 não trouxe tanto impacto para o setor, apesar da pandemia ocasionada pelo coronavírus e pelo aumento de preço.

“Tivemos uma boa venda de vinhos e chocolates alta. A indústria de chocolates está com alguns itens em ruptura, como vemos acontecer em todos os canais. Entretanto, não é algo que coloque em risco o abastecimento, visto que são apenas alguns itens pontuais que sofrem aumento de demanda esporádica”, informa.

Tendência

Com a queda prevista nas vendas, as empresas buscaram se adequar à realidade imposta pela pandemia. O varejo híbrido, por exemplo, foi uma das novidades para este ano.

Segundo o portal Consumidor Moderno, houve um aumento na procura dos preços virtualmente para, depois, haver a locomoção para a venda final.

Diante desta situação, os atacados investiram em um catálogo variado, capaz de agradar diferentes públicos e, com isso, promover as vendas para os varejos.

Como novidade para este ano, os ovos de Páscoa apostaram em complementos como o doce de leite, marshmallow e paçoca para apresentar variedades. A Nestlé, por exemplo, buscou inovar e aderiu ao Alpino com o chocolate no formato oval.

Já a Lacta trouxe o ovo de chocolate com recheio no sabor de cheesecake de morango e biscoito na casca. Por fim, entrando no time de produtos inéditos de 2021, a Garoto apostou no ovo de chocolate Baton, com um sachê de chocolate Buttons ao leite e branco e com um QR na embalagem para acesso ao game interativo com tema espaço.

Sobre o Sindiatacadista/DF – O Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF) representa todo o comércio atacadista de Brasília, entre os quais estão: gêneros alimentícios, autosserviço, autopeças, material de construção, drogas e medicamentos.  Ao todo, são, aproximadamente, 400 empresas representadas pela entidade sindical sem fins lucrativos. E, atualmente, sua base é composta de 187 empresas associadas.

Além de coordenar, proteger, apoiar, integrar e representar legalmente o segmento de atacado e distribuição em todo o Distrito Federal exerce um papel relevante no crescimento da representatividade de seus associados e parceiros. É filiado à Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD) e à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal.

A entidade é o elo entre o setor atacadista, governo, varejistas e a sociedade em geral, além de defender os interesses e anseios de seus associados, agregar forças na criação de melhorias e promover a integração da classe atacadista.

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