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Dislexia requer suporte educacional para minimizar os efeitos do distúrbio de aprendizagem

O transtorno, que atinge entre 5% e 17% da população, pode gerar repetências, se não for trabalhado adequadamente por especialistas da área



Brasília, 11 de novembro de 2020 – Na próxima segunda-feira (16), é comemorado o Dia Nacional de Atenção à Dislexia. Caracterizado como um transtorno de aprendizagem de origem neurobiológica, o distúrbio atinge entre 5% e 17% da população mundial. Os dados foram levantados pela Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

Normalmente, pessoas disléxicas possuem dificuldades para reconhecer letras e palavras. Isso pode afetar a habilidade de decodificar mensagens e soletrar, resultando em um déficit no desenvolvimento cognitivo. Talita Santos, psicóloga do Colégio Seriös, localizado em Brasília (SGAS 902), explica que o transtorno requer um diagnóstico de um profissional da área, entretanto, as salas de aula podem auxiliar no reconhecimento do problema.

“Dificuldades como dispersão; fraco desenvolvimento da atenção e da coordenação motora; atraso na fala e na compreensão da linguagem; problemas para aprender rimas e canções; dificuldade com quebra-cabeças; e a falta de interesse por livros impressos costumam ser indicativos de que algo está impedindo o desenvolvimento”, informa.

Além disso, Talita explica que, sem o suporte educacional necessário para minimizar o distúrbio, as crianças (e os adolescentes) podem sofrer com as atividades escolares do dia a dia. Na maioria dos casos, as tarefas que envolvem leitura e escrita são as mais afetadas.

“O estudante pode, muitas vezes, se mostrar disperso e desatento durante as aulas. É comum ocorrer lentidão na cópia dos quadros e, também, uma desorganização geral. O ritmo desses alunos tende a ser diferente dos demais colegas, especialmente em momentos relacionados à coordenação motora”, complementa.

A dislexia não tem cura, mas com o acompanhamento de profissionais qualificados, é possível minimizar os seus efeitos na aprendizagem. Se não tiver o auxílio ideal, os alunos disléxicos podem entrar em um quadro constante de repetências, sendo uma grande possibilidade de gerar a evasão escolar.

Crianças, adolescentes e adultos com desempenho atípico devem ter uma intervenção correta, com um especialista, para impulsionar o desenvolvimento e contribuir para fortalecimento da autoestima.

Sabe-se que a dislexia pode ser confundida com outros transtornos, visto que as suas características são comuns em diagnósticos que indicam déficit de atenção, distúrbio do processamento auditivo central, Síndrome de Irlen, dentre outros. Por isso, é fundamental que a avaliação seja realizada por uma equipe multidisciplinar.

Para a psicóloga, no âmbito educacional, é fundamental desenvolver empatia com quem possui o transtorno. “Olhar o estudante para além de suas limitações é uma tarefa imprescindível para qualquer aluno que necessita superar obstáculos. Portanto, é preciso tratá-lo com naturalidade para evitar a discriminação e a segregação”, diz.

Talita também pontua que o professor pode contribuir muito para a melhora da qualidade de vida do disléxico se estiver atento a pequenas orientações rotineiras.

“Ser direto, claro e objetivo nos comandos; falar olhando para o estudante e trazê-lo constantemente para perto da mesa do professor e do quadro; checar repetidamente se ele está compreendendo bem as orientações e realizando a tarefa, conforme pedido; observar sua produção individual e sua interação com os colegas são imprescindíveis para trabalhar com o transtorno. Mas, sem dúvidas, o mais importante é incentivar, motivar e acreditar no potencial do aluno sempre”, diz.

SERVIÇO:
Colégio Seriös
SGAS 902, BL. C, LT. 75, Asa Sul
Telefone: (61) 3049-8800

Sobre o Colégio Seriös – Há nove anos no mercado de Brasília, a instituição de período semi-integral faz parte de um ecossistema de aprendizagem múltipla e humanista para todas as fases escolares. A proposta pedagógica inclui atividades de Arte, Cultura e Tecnologia (ACT), mescladas às demais disciplinas, que visam a aquisição de competências e o desenvolvimento de habilidades indispensáveis para a formação integral. O objetivo é proporcionar uma visão humanista e omnilateral para a formação integral de cidadãos conscientes de suas escolhas.

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