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Medo urbano provoca isolamento em condomínios

Pesquisa de mestrado da professora Landejaine Maccori, diretora de Educação do Sindicondomínio/DF, retrata como o brasiliense tem optado por habitats fechados para fugir da violência



A insegurança consome R$ 8 bilhões por ano, o que corresponde a 5% do PIB do Distrito Federal.

A insegurança consome R$ 8 bilhões por ano, o que corresponde a 5% do PIB do Distrito Federal.

Brasília, 17 de setembro de 2013 – Para cada cinco habitantes, existe uma câmera de segurança no Distrito Federal. A cada minuto, são gastos R$ 15,3 mil em forças policiais, seguros privados, equipamentos de vigilância e socorros a feridos na região. A insegurança consome R$ 8 bilhões por ano, o que corresponde a 5% do PIB do Distrito Federal- percentual 2,5 vezes maior que nos EUA, por exemplo.

Estes são dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), divulgados em 2012, e demonstram como as pessoas estão lidando com a violência e o medo urbanos. A prof. Mestre Landejaine Maccori, diretora de Educação do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio/DF), recentemente lançou tese sobre o tema, após pesquisa de campo com mais de 285 entrevistados no Distrito Federal em três tipos de condomínios: apartamentos no Plano Piloto, horizontais de casas e Condomínios- clube.

Para a pesquisadora, o caráter difuso da violência, que perpassa por todo o espaço urbano, proporciona a consolidação de novas práticas de defesa, entre elas, a opção por novos habitats fechados. Os condomínios são, ultimamente, os tipos de moradia mais procurados pelas pessoas, e o medo tem um peso real em sua escolhas.

“Essa é uma tendência existente não só no Brasil, mas no mundo. Cada vez mais as pessoas se sentem compelidas a buscar a segurança privatizada, não só em função do descrédito na segurança pública, mas também em função das ideologias que são apregoadas pelo mercado do capital imobiliário e da segurança privada”, conclui a diretora.

Maccori destaca que a insegurança faz as pessoas procurarem por condomínios que possam oferecer o máximo de recursos que incentivem uma vida comunitária. Por outro lado, a oferta de estabelecimentos comerciais e toda estrutura em um condomínio, não garante que os moradores estejam abertos a se relacionarem entre vizinhos.

“Mediante o perigo, surge o desejo de distanciamento do outro, e a perda de espaços para diálogos em situações de conflitos. Modificam as relações entre as pessoas, e a espacialidade urbana. Quebra-se o pacto social. Nesse contexto a palavra de ordem é “proteção”, explica.

Para evitar que o ambiente seja tensionado pelos condôminos, cabe ao síndico buscar capacitações e desenvolvimento de técnicas em respeito ao enfrentamento de conflitos sociais. “A predisposição para o diálogo ficou diminuída, observa-se que não há busca de mediação pacifica de conflitos. As decisões não são integrativas, onde todos saem ganhando, onde haja um acordo, um pacto social”, aponta a professora.

Na visão dela, o isolamento, provocado pelo medo urbano, estimula a criação de desavenças, impactando a pessoa na capacidade de lidar com a sociedade e de aceitar comportamentos diferentes do seu. “Nesse contexto de fuga da vida pública, o indivíduo perde a verdadeira noção da gênese do conflito, que é justamente a ausência da relação social”, relaciona Maccori.

Sobre o Sindicondomínio/DF – Fundado em 1995, o Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio/DF) representa condomínios comerciais e residenciais (de casas e apartamentos) no relacionamento com governos, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Congresso Nacional. Atua também com foco no meio ambiente, relações sociais dentro dos condomínios, surgimento de novas categorias de condomínios e a necessidade de se ter mão de obra qualificada para gerir condomínios, razão pela qual se empenhou pela criação do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Condomínio, no Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), do qual surgiu a figura do gestor condominial, com foco no meio ambiente; na sociabilização do condomínio; na manutenção predial; na valorização do imóvel; e na taxa justa para os condôminos, entre outras questões que envolvem o setor.

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