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Setor atacadista registra queda no faturamento para a temporada de festas juninas

Segundo o Sindiatacadista/DF, a data é uma das mais expressivas para o setor. Empresários do ramo destacam as perdas que ocorrem desde o ano passado



Brasília, 10 de junho de 2021 – Músicas típicas, barraquinhas com variedades gastronômicas, correio elegante e danças de quadrilha. As festas juninas trazem alegria para o povo brasileiro. Entretanto, com a chegada da Covid-19 ao Brasil, em março do ano passado, a festividade teve que ser celebrada longe das ruas para evitar aglomerações e, consequentemente, a transmissão da infecção viral. Em 2021, os meses de junho a meados de julho não serão diferentes, visto que ainda vivemos a situação pandêmica.

Com a ausência da comemoração de forma tradicional, os atacados do Distrito Federal sentiram o prejuízo relacionado às compras de produtos que são destinados à ocasião. De acordo com o Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF), a data é uma das mais expressivas para o setor e, infelizmente, não há como reverter a situação enquanto houver a circulação do coronavírus.

“As festas juninas são feitas pelas pessoas. Nessa época do ano, é comum sair e se reunir com familiares e amigos para aproveitar a festividade. Além de comida de qualidade, a data é muito querida para a sociedade, pois faz referência à nossa cultura. Além disso, vale destacar que, em muitas regiões do Brasil, é uma forte renda para milhões de trabalhadores. É uma pena que, mais uma vez, tenhamos que deixar de lado esse momento tão esperado para muitos, inclusive para as empresas atacadistas que comercializam estes tipos de produto”, comenta Lysipo Gomide, presidente do sindicato.

Gomide aproveita para explicar que o hábito do consumo mudou. No DF, houve um aumento de movimentos caseiros. Isso gerou a diminuição da procura externa. Acompanhando essa tendência, o atacado se preparou e montou as suas campanhas com base nesse fato. Por tal razão, o setor ajustou os seus estoques previamente à data comemorativa. “Geralmente nossas vendas ocorrem antes de junho, pois o varejo se abastece para o consumo da população na sequência”, diz.

Visão dos empresários

No que diz respeito aos números, os empresários do segmento trazem uma visão geral. Marco Antônio, dono do atacado Marabá, informa que o faturamento chegou apenas a 40%, sendo considerado um valor extremamente fraco para o período. “As escolas, os clubes e as igrejas não terão festas, o que impacta a data de forma expressiva. Antes de 2020, estávamos em ascensão com as vendas para a festividade. Entretanto, com a Covid-19, o cenário mudou drasticamente”, contextualiza o empresário.

Sabe-se que a população ainda realiza compras dos alimentos típicos, como canjica, amendoim, milho e pamonha, mas a redução, quando comparada a 2019, por exemplo, é drástica. Carlos Roberto, sócio do Maximus Atacadista, destaca que a venda se manteve, mas, ainda assim, as empresas foram afetadas.

“Em relação ao ano passado, tivemos um crescimento de vendas de 15%. Contudo, quando comparamos a 2019, nossas perdas chegaram à casa dos 20%. Normalmente, abastecemos os estoques com os produtos juninos em maio e estendemos até junho. Vimos, nesse meio tempo, um movimento fraco, apesar do registro positivo quando comparado a 2020”, explica.

Sobre o Sindiatacadista/DF – O Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista/DF) representa todo o comércio atacadista de Brasília, entre os quais estão: gêneros alimentícios, autosserviço, autopeças, material de construção, drogas e medicamentos.  Ao todo, são, aproximadamente, 400 empresas representadas pela entidade sindical sem fins lucrativos. E, atualmente, sua base é composta de 187 empresas associadas.

Além de coordenar, proteger, apoiar, integrar e representar legalmente o segmento de atacado e distribuição em todo o Distrito Federal exerce um papel relevante no crescimento da representatividade de seus associados e parceiros. É filiado à Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD) e à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal.

A entidade é o elo entre o setor atacadista, governo, varejistas e a sociedade em geral, além de defender os interesses e anseios de seus associados, agregar forças na criação de melhorias e promover a integração da classe atacadista.

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