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Design de Experiências aplicado à Cultura Organizacional transforma a jornada do colaborador

Da contratação aos ciclos de desenvolvimento, abordagem propõe desenhar experiências que aproximem comportamento, cultura e estratégia

Uma organização pode declarar que valoriza colaboração, inovação, cuidado ou protagonismo. Mas é na experiência cotidiana dos colaboradores que esses valores são confirmados  ou contraditórios. A distância entre aquilo que a empresa declara e aquilo que as pessoas efetivamente vivem é um dos principais desafios da transformação cultural.

É nesse espaço que o Design de Experiências aplicado à Cultura Organizacional amplia sua contribuição. Em vez de olhar apenas para treinamentos, campanhas ou ações pontuais, a abordagem permite planejar intencionalmente toda a jornada do colaborador, desde o processo de contratação e onboarding até treinamentos, avaliações, encontros, eventos, ciclos de feedback, reconhecimento e desenvolvimento.

A proposta parte de uma mudança de perspectiva: em vez de olhar apenas para o conteúdo que precisa ser ensinado, passa-se a observar a experiência que está sendo produzida e os comportamentos que ela estimula. “Quando pensamos em transformação, muitas vezes começamos pela comunicação daquilo que queremos mudar. O Design de Experiências propõe uma pergunta anterior: que experiência precisa acontecer para que uma mudança de comportamento seja possível?”, explica Monclair Cammarota, empresário, fundador da Ekoá Design de Experiências, à frente da PACTO e diretor de Cultura e Pessoas do Hospital The One.

Uma cultura organizacional não se transforma apenas pela criação de novos valores, treinamentos e campanhas. A mudança depende também das condições concretas oferecidas pela organização para que novos comportamentos sejam experimentados, reconhecidos e incorporados. “A proposta parte da compreensão de que cada etapa dessa jornada comunica algo sobre a cultura. A maneira como uma pessoa é recebida, participa de uma reunião, recebe um feedback, é reconhecida por uma entrega ou percebe a reação da liderança diante de um problema ajuda a formar sua percepção sobre o que aquela organização realmente valoriza”, afirma.

Processos, rituais, ferramentas, regras, incentivos e comportamentos das lideranças produzem experiências diariamente, ainda que não tenham sido planejados para isso. Uma empresa que busca estimular a colaboração, por exemplo, precisa avaliar se seus processos favorecem a troca entre equipes. “Todo ambiente produz aprendizagem. As pessoas observam o que acontece, percebem o que é reconhecido, corrigido ou tolerado e ajustam seu comportamento. Por isso, desenhar experiências também é criar condições para que determinados comportamentos aconteçam”, afirma Monclair.

Nesse contexto, a jornada do colaborador passa a ser uma ferramenta de planejamento cultural. Contratação, onboarding, treinamentos, avaliações, feedbacks, encontros, reconhecimento e desenvolvimento deixam de ser iniciativas isoladas e passam a integrar uma experiência coerente com a cultura que a organização pretende construir.

Planejar, comparar e ajustar

O desenho da jornada estabelece uma experiência desejada para cada etapa e os comportamentos que ela deve favorecer. Na prática, porém, o que foi planejado nem sempre corresponde ao que os colaboradores vivenciam. Por isso, o processo exige acompanhamento contínuo. Dados, indicadores, escuta dos colaboradores, observação de comportamentos e evidências da operação ajudam a identificar distâncias entre a experiência planejada e a experiência real. “A experiência que planejamos representa um estado desejado. Depois, precisamos observar o que as pessoas realmente estão vivendo, comparar as duas coisas e fazer os ajustes necessários”, afirma Monclair.

A lógica passa a ser contínua: desenhar, observar, comparar, aprender e ajustar. É nessa perspectiva que o Design de Experiências se aproxima da cultura organizacional, ao considerar as relações entre liderança, processos, rituais, comportamentos, consequências e aprendizagem. Para Monclair, é na relação entre aquilo que a organização pretende que seus colaboradores vivam e o que eles efetivamente experimentam que a cultura se torna visível e pode ser continuamente ajustada. “Eu não abandonei o Design de Experiências para trabalhar com cultura. Fui aprofundando o Design de Experiências até chegar aos sistemas que produzem essas experiências todos os dias”, conclui.

Sobre Monclair Cammarota – Monclair Cammarota é empresário, fundador da Ekoá Design de Experiências, está à frente da PACTO e atua como Diretor de Cultura e Pessoas do Hospital The One. Sua trajetória é construída na interseção entre aprendizagem, comportamento, Design de Experiências e transformação organizacional. Ao longo de sua carreira, passou por aprendizagem ativa, jogos empresariais, gamificação, experiências digitais, facilitação e desenho de jornadas, até aprofundar sua atuação na construção e transformação da cultura organizacional. À frente da Ekoá, desenvolveu projetos para organizações públicas e privadas, instituições financeiras, Sistema S e organizações de saúde, incluindo Banco do Brasil, CAIXA, Banco Central, ENAP, Sebrae, TCU, Embrapa e Fundo Nacional de Saúde. No contexto da saúde, o Hospital The One a visão encontra um ambiente vivo de prática e desenvolvimento, aproximando estratégia, experiência cotidiana, liderança, comportamento e evidências.

ASSESSORIA DE IMPRENSA – MONCLAIR CAMMAROTA

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